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Síndrome de Burnout: o limite do esgotamento mental

A Internet está cheia de vídeos que mostram pessoas tendo um ataque de fúria causado por esgotamento mental. Cidadãos normais que, de repente, quebram tudo em seu ambiente de trabalho, transtornados. Esses ataques são uma das manifestações da Síndrome de Burnout, um dos principais distúrbios psicológicos do século XXI.

Essa síndrome, classificada pela primeira vez em 1974, tem sido muito relacionada aos altos executivos. Mas o distúrbio também pode aparecer em pessoas com outros perfis. Confira, neste post, tudo sobre a Síndrome de Burnout e como não sofrer com ela!

O que é a Síndrome de Burnout?

O Burnout (que significa “esgotamento”, em inglês) é uma síndrome psíquica causada por fatores ambientais. Trata-se do esgotamento físico e mental de pessoas que estão sob uma carga muito grande de estresse por tempo prolongado.

O estresse é um dos principais problemas de saúde mundiais. Em 2008, a Organização Mundial da Saúde (OMS) o declarou como epidemia global, quando constatou que 90% da população mundial sofria de estresse. O pior é que ele não vem sozinho; junto, vêm distúrbios e doenças como a ansiedade, a depressão e a própria Síndrome de Burnout.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, foram diagnosticados 70 casos de esgotamento entre 2007 e 2015, no Brasil. No entanto, especialistas acreditam que o problema tem sido subnotificado. Uma das razões para essa crença é o fato de o Brasil ser o 2° país com a população mais estressada do mundo.

Diferença do Burnout para o estresse

O estresse não é necessariamente uma doença e, sim, um estado temporário do organismo submetido ao esforço e tensão. Quando alguém diz que “sofre por estresse”, na verdade, ela quer dizer que, devido ao estado recorrente de tensão, o sistema biológico está sob efeito de alterações químicas.

E, sem o descanso necessário para eliminar as substâncias prejudiciais ao corpo, a recuperação, tanto física quanto mental, fica debilitada e incompleta. Sendo assim, o estresse pode ser considerado como o principal gatilho para despertar inúmeras doenças, como a insônia, transtornos alimentares, depressão, problemas cardíacos, síndrome do intestino irritável entre outras complicações.

Quais são os principais sintomas?

O esgotamento físico e mental pode se manifestar de várias formas. Em níveis iniciais, os sintomas podem até se confundir com os de uma depressão.

Um marcador que acende o alerta são as mudanças de comportamento. Pessoas que, de repente, se tornam mais agressivas, ou se isolam, têm mudanças bruscas de humor, dificuldade de concentração, falhas de memória, sentem ansiedade, tristeza e têm baixa autoestima podem estar à beira de uma crise.

O estresse se manifesta no corpo também. Os pacientes costumam ter dores de cabeça, enxaqueca, fadiga, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e taquicardia, entre outros. Em casos mais graves, a pessoa pode ter episódios de desmaio e crises hipertensivas, que necessitarão de atendimento de urgência.

Todo mundo pode ter a Síndrome de Burnout?

Toda pessoa submetida a uma carga intensa de estresse por um tempo prolongado — superior a seis meses — pode, sim, ter um episódio de Burnout. Dessa forma, apesar de estar mais relacionada aos ambientes de trabalho formais, outros perfis de pessoas podem ser acometidos.

Profissionais autônomos, que precisam lidar com a instabilidade de sua renda, além de todas as cobranças habituais de seus clientes, são um alvo da síndrome. Donas de casa que acumulam para si toda a responsabilidade sobre a administração da casa, criação dos filhos e, muitas vezes, ainda trabalham, também podem sofrer um esgotamento.

Como é o tratamento?

Uma vez instalado o Burnout, a pessoa precisará de ajuda especializada para lidar com o problema. O mais indicado é que ela busque o auxílio de um psiquiatra e um psicólogo e faça o acompanhamento multidisciplinar.

O tratamento para a síndrome pode incluir o uso de medicamentos antidepressivos e sessões de coaching — e, certamente, envolverá uma mudança de estilo de vida.

Quais profissões são mais afetadas pela síndrome?

Segundo estudos realizados pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), os profissionais mais atingidos pelo esgotamento mental são aqueles que convivem diretamente com outras pessoas e partilham de situações de alto nível de estresse.

Entre as ocupações que mais são afetadas pela Síndrome de Burnout podemos destacar os profissionais da educação (professores e pedagogos), da área da saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, etc.) e do setor de segurança, como bombeiros e policiais.

Como evitar uma crise por Síndrome de Burnout?

A melhor forma de lidar com o problema é prevenir que ele apareça. A chave para isso é um foco maior em qualidade de vida.

Ainda que tenha um trabalho extremamente estressante, a pessoa precisa encontrar válvulas de escape e formas de administrar esse estresse. Seja praticando uma atividade física, fazendo aulas de yoga, sessões diárias de meditação, ou dedicando-se a um hobby — cada um encontrará sua maneira.

Uma ótima pedida para aqueles que buscam relaxar e se exercitar ao mesmo tempo é praticar atividades ao ar livre. Investir na corrida ou caminhada é uma ótima opção para quem busca aliviar a tensão e mandar a monotonia para escanteio.

Se você quer deixar este momento ainda mais prazeroso e divertido, que tal convidar alguns amigos para praticar esportes em conjunto? Vôlei, futebol e tênis são exemplos de atividades relaxantes, que podem servir, também, para fortalecer amizades ou conhecer novas pessoas.

Para os amantes das artes cênicas, o teatro e dança de salão, por exemplo, são excelentes opções para fugir dos problemas do dia a dia. Afinal, quem dança seus males espanta, não é mesmo?

Entretanto, se a intenção é desligar corpo e mente de maneira calma e terapêutica, que tal investir em aulas de meditação? Além de ser uma atividade extremamente relaxante, também é capaz de melhorar a respiração e a postura. Se você é uma pessoa ansiosa e agitada, vale a pena apostar nessa opção.

Também é fundamental distribuir, de forma equilibrada, a quantidade de tempo que se dedica ao trabalho, ao lazer, à família e à espiritualidade. Todos os âmbitos da vida precisam estar balanceados para uma rotina harmônica.

Para fugir de vez do esgotamento mental e manter o equilíbrio emocional, não seja autocrítico ao extremo e nem cobre resultados excepcionais a todo instante. Permita-se errar, descansar e refletir. Também não deposite todas as suas expectativas em terceiros. Afinal, ninguém vale a nossa paz!

Gostou do conteúdo de nosso post sobre esgotamento mental e a Síndrome de Burnout? Então, deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários!

1 Comentário

  1. Adailton, seus artigos são excelentes. Como psicóloga percebo que fica explícita sua autoridade e conhecimento no assunto, além da facilidade para entendermos e aplicarmos em nossas vidas. Parabéns!

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